CAPA | O COLETIVO | MÍDIA | FILIE-SE | OFICINA | SERVIÇOS | CONTATO

 ATIVISMO
 DESIGN GRÁFICO
 OFICINAS
 PARCEIROS


+agenda

Camarão que dorme a onda leva
....................................................................................................................................................................
por Gustavo Vilella Whately

OLHO VIVO! Aproximamos-nos de mais uma eleição presidencial que decidirá certos rumos do nosso país por no mínimo 4 anos. Nessa, como em todas as eleições, conhecemos as propostas e, teoricamente (teoricamente apenas), o caráter dos candidatos através da mídia, em especial da televisão que é a mídia de massa por excelência. Bem, podemos ficar tranqüilos, pois seguindo o ideal do jornalismo descomprometido, todo editorial, coluna e notícia será dado de forma neutra e objetiva, correto? Errado! A mídia não é neutra e descompromissada como quer aparentar ser.

 

Nossa imprensa, iniciada em 1808 com a vinda da família real par ao Brasil, iniciou-se sob forte vínculo político-partidário e mesmo após a independência, com uma menor censura de órgãos civis e eclesiais, manteve esta vínculo de opinião, e este se mantém até hoje, com o fim total da censura.

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Home de Oliveira Costa, grande estudioso de mídia e política, especialmente a brasileira, já disse em artigo par ao “Jornal de Hoje” de Natal: “Assim, historicamente o que se constituiu no Brasil foi um jornalismo essencialmente de opinião e claramente político-partidário. Não há, portanto, neutralidade e objetividade, mesmo considerando a expansão das redes nacionais de rádio e televisão”. Ele não é o único com essa visão, vários estudiosos vêem essa partidarização e falta de neutralidade dos grandes Meios de comunicação, como Jorge Almeida, Fernando Antonio Azevedo, Kjel Jakobsen, Venico A. Lima, só para citar alguns.

A partidarização em si não é o principal problema. O principal problema é exatamente a aparência de neutralidade e imparcialidade que querem passa. Essa falta isenção do jornalista, do editorial, do repórter que não existe. Bem, dar uma notícia ou fazer uma reportagem, deixando clara a sua posição (como faz até hoje Bóris Casoy) é dar opinião. Agora, dar uma notícia ou fazer uma reportagem, se colocando como isento enquanto esconde uma posição (o que faz grandes meios de Mídia), é manipulação.

Não achem que a grande mídia será imparcial na cobertura dessas eleições. Ela não será como ela nunca foi. Na verdade, podemos ver que ela já escolheu seu lado. A agência Carta Maior e o Opera mundi já mostraram que na Conferência de Comunicação, realizada pelo Instituto Millenium no mês de maio desse ano, foi estabelecido à necessidade de “Combater o perigo Socialista” que seria representado pela candidata à presidência Dilma Roussef (engraçado que essas falas de combate ao socialismo eram muito utilizadas por Carlos Lacerda, que era um expoente da TV e do rádio, e o maior incentivador civil do Golpe militar, de 1964. Quando ele viu que não ia poder concorrer a presidência ficou contra o golpe. Ou seja, seja se combate o socialismo pela liberdade de expressão incentivando um golpe que implementa uma ditadura. Isso não faz sentido algum). Essa conferência contava com pensadores reacionários e grandes empresários midiáticos como Roberto Irineu Marinho e jornalistas como Arnaldo Jabor, Otávio Frias Filho, Roberto Civita, entre vários outros que não cabe ficar citando. (Para aqueles que duvidam de mim, olhem os links: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4557; http://operamundi.uol.com.br/colunas_ver.php?idConteudo=1063)). Realmente tem como acreditar que a mídia é imparcial?

Poderia continuar por muito tempo aqui, citando outros autores que vêem essa parcialidade midiática, ou mesmo citando fatos que aconteceram na época de eleição que mostram essa parcialidade (Não posso deixar de citar o fato mais conhecido de todos: os cortes tendenciosos que aconteceram em 1989, onde uma certa rede de televisão fez uma montagem para lesar um candidato e beneficiar outro). Mas não é isso que pretendo nesse pequeno texto. O que pretendo dizer aqui, é que devemos ficar ligados, devemos ler as entrelinhas e não acreditar passivamente e sem crítica naquilo que nos é passado. O que eu quero dizer com este texto, é exatamente o que diz no título.

Acordem! Olho Vivo! Não deixem que sua opinião seja controlada por outras da forma baixa como é feito hoje em dia. Lembrem-se sempre da música: Camarão que dorme, a onda leva.


OPINIÃO.......................................................................................................................................
Nome:
E-mail:
Telefone:
Comentário:

COMENTÁRIOS......................................................................................................................

 



 
Faça parte da nossa Rede Social por uma Imprensa Livre e Independente
REDAÇÃO: Rua Professor Zuza, 263 - sala 315 - Edifício Samburá - centro - Natal/RN | Email: imprensa@foque.com.br © 2007-2009 - Todos os direitos reservados
Junte-se ao nosso coletivo. A sua contribuição mantêm a independência da nossa Imprensa Livre.