O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte (Sindjorn) decretou luto pela morte do piso salarial da categoria, considerdo o mais baixo do país. Durante as negociações da campanha salarial, a diretoria do Sindjorn tem enfrentado a intolerância dos magnatas da comunicação. A ganância por lucros fabulosos faz os empresários do setor de comunicação explorar cada vez mais a categoria de jornalistas. A proposta de 3,5% apresentada pelos patrões sobre o piso salarial de R$ 900 significa um vergonhoso aumento de R$ 31,00. Uma verdadeira migalha em relação ao faturamento das empresas de comunicação.
O debate na Câmara Municipal de Natal faz parte da agenda de lutas da campanha salarial dos jornalistas. Profissionais da imprensa, estudantes e sindicalistas participaram do movimento por melhores condições de trabalho e salário decente.
A presidente do Sindjorn, Nelly Carlos, criticou o baixíssimo índice de reajuste proposto pelos patrões e convocou a categoria para a participar da próxima rodada de negociação na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), nesta quarta (10/11). Segundo Nelly, os jornalistas do RN vivem um momento da luta por melhoria salarial, mas também por dignidade no trabalho.
O Sindjorn não aceita nenhuma ninharia que venha desvalorizar ainda mais o piso salarial dos jornalistas. Entre as principais reivindicações estão a atualização do piso de R$ 900 para R$ 1.500 e reposição das perdas dos últimos anos; criação de auxílio-alimentação no valor de R$ 220; anuênio a partir do primeiro ano de trabalho (atualmente, o anuênio é pago a partir do terceiro ano consecutivo de carteira assinada); retorno do Delegado sindical, retirado das negociações anteriores.
Como se não bastasse a exploração praticada pela atual jornada, os patrões querem acabar com o piso salarial e negociar direto com o trabalhador, ignorando o papel fundamental do Sindicato em defesa do trabalhador. Isso é querer rebaixar mais o piso salarial que já não dá mais para suportar. Além disso, estão querendo transformar as diárias em hora extra, que tem valor menores).
Querer prolongar o acordo por dois anos é aumentar o congelamento salarial e facilitar a retirada de direitos. Como no caso do fim do anuênio proposto pelos empresários.
O reajuste de 3,50% é um desrespeito por parte de quem não reconhece o valioso trabalho desenvolvido pelos profissionais de comunicação. Esse índice não cobre nem a inflação do período, que foi de 5,68%.
Somente a mobilização pode garantir as reivindicações da categoria. Por isso, a participação de todo é fundamental para o fortalecimento dessa luta.