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    10 de novembro de 2010 | por Rogério Marques e
Bruno Rebouças

NESTA QUARTA (10/11) PELA MANHÃ, enquanto a direçao do Sindjorn participava da segunda rodada de negociação dezenas de jornalistas participaram de um ato público em frente à Delegacia Regional do Trabalho. Profissionais de redação, repórteres, estudantes e representantes da CSP-Conlutas protestaram o desrespeito dos patrões, que teimam em apresentar a ninharia de 3,5% de reajuste salarial e ainda ameaça acabar com direitos fundamentais, como a diária e o anuênio [Leia matéria abaixo].

O Sindjorn convoca todos para a luta. Assembleia logo mais, às 19 horas, na sede do Sindicato. Você não pode faltar.

| Foto: Canindé Soares

Na segunda-feira (09/11), os jornalistas lotaram a Câmara Municipal de Natal (foto) durante audiência pública que tratou da campanha salarial
da categoria.

O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte (Sindjorn) decretou luto pela morte do piso salarial da categoria, considerdo o mais baixo do país. Durante as negociações da campanha salarial, a diretoria do Sindjorn tem enfrentado a intolerância dos magnatas da comunicação. A ganância por lucros fabulosos faz os empresários do setor de comunicação explorar cada vez mais a categoria de jornalistas. A proposta de 3,5% apresentada pelos patrões sobre o piso salarial de R$ 900 significa um vergonhoso aumento de R$ 31,00. Uma verdadeira migalha em relação ao faturamento das empresas de comunicação.

O debate na Câmara Municipal de Natal faz parte da agenda de lutas da campanha salarial dos jornalistas. Profissionais da imprensa, estudantes e sindicalistas participaram do movimento por melhores condições de trabalho e salário decente.

A presidente do Sindjorn, Nelly Carlos, criticou o baixíssimo índice de reajuste proposto pelos patrões e convocou a categoria para a participar da próxima rodada de negociação na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), nesta quarta (10/11). Segundo Nelly, os jornalistas do RN vivem um momento da luta por melhoria salarial, mas também por dignidade no trabalho.

O Sindjorn não aceita nenhuma ninharia que venha desvalorizar ainda mais o piso salarial dos jornalistas. Entre as principais reivindicações estão a atualização do piso de R$ 900 para R$ 1.500 e reposição das perdas dos últimos anos; criação de auxílio-alimentação no valor de R$ 220; anuênio a partir do primeiro ano de trabalho (atualmente, o anuênio é pago a partir do terceiro ano consecutivo de carteira assinada); retorno do Delegado sindical, retirado das negociações anteriores.

Como se não bastasse a exploração praticada pela atual jornada, os patrões querem acabar com o piso salarial e negociar direto com o trabalhador, ignorando o papel fundamental do Sindicato em defesa do trabalhador. Isso é querer rebaixar mais o piso salarial que já não dá mais para suportar. Além disso, estão querendo transformar as diárias em hora extra, que tem valor menores).

Querer prolongar o acordo por dois anos é aumentar o congelamento salarial e facilitar a retirada de direitos. Como no caso do fim do anuênio proposto pelos empresários.

O reajuste de 3,50% é um desrespeito por parte de quem não reconhece o valioso trabalho desenvolvido pelos profissionais de comunicação. Esse índice não cobre nem a inflação do período, que foi de 5,68%.

Somente a mobilização pode garantir as reivindicações da categoria. Por isso, a participação de todo é fundamental para o fortalecimento dessa luta.


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