Todos sabem da importância dos livros na vida de uma pessoa. Na formação intelectual, humanística e social. Apesar de saber tudo isso, ainda enfrentamos muita resistência da população brasileira em relação à leitura. Muitas vezes essa rejeição, acontece pelo fato de que o mercado editorial não é tão aberto a todas as camadas da sociedade como em outros países.
Tudo é muito caro no Brasil, e por mais que a vontade seja de comprar aquele livro que você tanto deseja o seu salário não permite.
A revista Super Interessante divulgou, na edição 272, em dezembro de 2009, que 95,5 milhões de brasileiros leram algum livro em 2008. Sendo que 43 milhões deles não terminaram a leitura. Dos 95 milhões iniciais, 47,4 milhões são estudantes que leram livros didáticos ou obras indicadas pelas escolas. Os números são baixíssimos, mas o que fazer se no Brasil o preço do livro é tão caro?
Creio que a resposta esteja nas mãos do governo. A começar pelos preços. O governo deveria tirar os impostos dos livros e incentivar a aquisição desse valioso bem. Um bem simbólico, pois você não está comprando um produto somente, está comprando o aprendizado. O conhecimento está no livro e o livro é um bem da humanidade. Essas frases deveriam ser levadas em conta, no Brasil. Pois, como bem disse Ziraldo, recentemente, "ler é mais importante que estudar".
O governo também deveria incentivar mais a produção de livros, de novos autores. Ajudando na impressão e distribuição. Ou até criando concursos e, quem sabe, uma bolsa esmola, dessas que tem por aí, para autores de livros. Assim, o governo não daria somente o dinheiro para a pessoa física, e sim, trocaria o incentivo financeiro por uma obra literária. Enquanto que no Brasil em 2008 foram impressos 333 milhões de livros, do qual 100 milhões de habitantes não viram a cor, nos Estados Unidos, no mesmo ano, foram impressos 3 bilhões de novos livros.
O que atrapalha muito o mercado editorial do Brasil é o monopólio das grandes livrarias. O cartel mesmo. Assim, essas multinacionais cobram o preço que bem entendem, pois não existe a concorrência, o livre mercado. É por isso que nos Estados Unidos, em média, um cidadão compra 6,7 livros por ano. No Brasil, a média é de 1,2 livro por habitante anualmente.
Existem vários responsáveis pelo nosso país não ter uma grande tradição de leitores. Além dos preços elevados, nós contamos com uma grande cultura televisiva e, principalmente, com a falta de uma estrutura educacional de qualidade. |