Fato é que não podemos deixar de dizer, o Brasil é melhor hoje, há oito anos. E a veneração da imprensa tem a ver com a santificação que a população brasileira tem pelo ex-sindicalista. Os índices de Lula impressionam, até mesmo, o presidente dos Estados Unidos.
Lula é o Deus egípcio (que não lembro o nome), na qual tudo tocado vira ouro.
Foi assim com o direito de sediar a Olimpíada, que seria realizado onde nunca foi e de preferência na América do Sul; Com a Copa do Mundo, sendo o Brasil o único candidato. E com a mina de ouro verde, o pré-sal. A importancia internacional fizera com que a grande mídia e a população com a cultura televisiva, endeusassem o ‘filho do Brasil’. Piadas que circulam nos sites de relacionamentos dizem que Lula não gostou do próprio filme, pois Fábio Barreto, diretor do filme, retirou a cena que ele (Lula) andava sobre as águas.
Pois bem, em 2009, a imprensa francesa elegeu Luiz Inácio como o homem do ano. A mídia fez um alarde tremendo, mostrando imagens e até um histórico do governo que chegará ao fim em janeiro de 2011. Declaração de cientistas políticos, sociais e jornalistas especializados mostravam a importancia de tal fato. As maiores revistas do Brasil firmaram em suas últimas capas de 2009 que o Brasil seguiria melhor em 2010 devido ao prestigio do seu presidente, ou até mesmo 2010: o ano do Brasil.
Esse prêmio dado ao presidente mais popular da história foi o que faltava para ele ser canonizado dentre anos. Até os laços com a Igreja Católica foram aproximados quando se firmou o acordo, na qual o ensino do catolicismo será exclusivo nas escolas públicas.
Mais uma piada infame: ‘Só falta o Lula levar um tiro em carro aberto, para ser eternizado, logo beatificado. E enfim, canonizado. Santo Lula ou Santo Luiz Inácio’. Dissera alguém em um email que recebi dessas correntes que rolam na internet.
O DUPLIPENSAMENTO
Em 2009 Luiz Inácio Lula da Silva venceu outro prêmio a nível europeu. O jornal El País, da Espanha, elegeu o presidente brasileiro como um dos cinco ‘poderosos’ mais hipócritas de 2009. E quem publicou? Ninguém ou pelo menos nenhum grande veículo. Por quê? São muitos motivos, mas a conivência para com o presidente, diz respeito a algo que li na Folha de São Paulo do dia 2 de outubro. Segundo a reportagem, em 2003 quando Lula assumiu a presidência 499 veículos de comunicação recebiam propaganda estatal; em 2009 esse número subiu para 5.297 veículos entre, rádios, jornais, revistas e televisões. O Governo Federal superou em muito a FIAT que anunciou em 206 veículos e o banco Itaú que investiu em 176.
A benevolência da mídia é comprada a preço de ouro, e todos sabem da necessidade que os veículos de comunicação tem dos seus patrocinadores. Aquilo que Leandro Marshall, em O Jornalismo na era da Publicidade, chama de a imprensa cor de rosa que vive em função e da influência da publicidade.
O jornal espanhol declarou:
“O presidente do Brasil afirmou que Hugo Chaves é o melhor presidente da Venezuela em 100 anos. Mas nós nunca ouvimos Lula dizer algo sobre o comportamento autoritário de seu amigo venezuelano. Sim, nós temos visto, no entanto, furiosamente ele atacar as recentes eleições em Honduras. Ele fez a mesma coisa ao receber semana passada com honras Mahmud Ahmadinejad, cuja vitória eleitoral também é questionada. O que as eleições no Irã têm em comum com a de Honduras? A fraude em massa, assassinato, tortura e brutal repressão ordenada pelo governo de Ahmadinejad. (Coisa que) O afável líder brasileiro ainda não parece ter se inteirado”.
Na imprensa a nota não repercutiu. O ‘prêmio’ vencido pelo presidente Lula, dessa vez, e talvez pela primeira vez, não teve repercussão nem por veículos opositores. A mídia como sempre só vê aquilo que ela quer. Só fala o que interessa a ela mesma e aos seus patrocinadores, ou melhor, financiadores. A imprensa parece habitar em Oceania, país criado por George Orwell em seu livro 1984, onde o duplipensamento (no idioma criado por Orwell) vigora.
Tal palavra significa: ‘Controle da realidade’. Ou seja, você sabe de tudo, mas finge que não sabe por conveniência. Caso contrário, o Grande Irmão (Lula no caso) presidente do país e do partido te jogará no buraco da memória e você nunca mais será visto ou lembrado.
Por fim, é assim que age a imprensa brasileira. Ela pode saber de tudo, mas só publica aquilo que o Grande Irmão quer que ela, realmente, saiba.
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