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Turismo GLS
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por Patricia Reis, Turismóloga

O TURISMO ABRANGE DIVERSOS SEGMENTOS, como também áreas econômicas, geográficas, históricas, biológicas e pedagógicas, interagindo com um mundo globalizado. Seu desenvolvimento vem crescendo gradualmente de acordo com cada País ou Estado, sendo considerado por muitos como uma indústria que movimenta milhões anualmente em todo o mundo. Portanto, este setor requer uma estratégia de marketing que trabalhe as suas potencialidades locais, realize um amplo estudo do mercado alvo e partir para a fase de execução e implantação do produto ofertado com eficiência e eficácia da identificação do nicho diagnosticado.

 

As pessoas se subdividem em grupos formando uma segmentação específica, determinando assim segmentos; de terceira idade, ecológico, GLS e outros, causando um impacto na economia de qualquer região, porém são grupos que estão mais atuantes no mercado de turismo. Nos meados da década de 1990 começou a surgir uma comunidade homossexual. Foi um marco para os homossexuais, contudo, as enormes mobilizações conseguiram romper de maneira lenta os velhos paradigmas de diversas formas de preconceitos, fruto da falta de informações.

Certamente que algumas características e pontos são fundamentais para serem discutidos e analisados. Estes, interferem no comportamento, visão da sociedade, viabilidade econômica, mercado alvo, potencial turístico, homossexualidade e as oportunidades de possíveis investimentos desse segmento. É possível deixar evidente para a sociedade que essa segmentação turística tem aumentado e conquistado o seu espaço, inserindo essa prática de turismo e ampliando a diversidade do setor, que está apto a atender e diversificar com os canais de distribuição impostos pela globalização. Esta atividade inovadora também disponibiliza cultura, conhecimento e aprendizado que aproximam pessoas de diversas categorias sociais, encurtando a distância de culturas independentemente de raças, sexo e padrão social.

Algumas pessoas são aceitas perante a sociedade pela posição social, por terem um poder aquisitivo mais elevado, e acabam sendo inseridas na sociedade pelo seu padrão de vida elevada, conseguida pela oportunidade aproveitada e não aceitos pelo seu estilo de vida, ou seja, pela opção sexual. A estratificação social só existe quando surgem amplos setores da população detentores de interesses, formas de participação na produção de bens econômicos, qualidade e volume de consumo, estilo de vida e, finalmente, oportunidades de vida relativamente homogênea.

O mercado GLS teve um início bastante preconceituoso e que não houve intimidação por parte dos grupos homossexuais, pois acabou conquistando o seu espaço, o respeito como turista e profissional. As bases históricas do homossexualismo iniciaram-se com os transtornos causados pelo repúdio da sociedade em oprimir, rejeitar e até mesmo matar os homossexuais declarados, com o intuito de acabar com os mesmos. Atualmente, o mundo empresarial briga pela fatia dessa indústria.

No Brasil, o preconceito e a opressão contra os homossexuais ocorrem de forma mais discreta, sem muitos transtornos, existindo algumas leis que marcaram a repressão contra os gays. No ano de 1978, em São Paulo, existiram reuniões clandestinas de grupos homossexuais anunciando o início de mudanças. Já nos meados de 1980, teve ondas de repressão policial que contribuiu para identificar um marco em defesa do homossexualismo. Portanto, foi escolhido o dia 13 de junho como o dia nacional da luta homossexual, que é comemorado até hoje. Os homossexuais, ao lado das mulheres, dos negros, dos índios e ecologistas formam o cenário das lutas reivindicatórias desta década, indo de encontro com qualquer movimento político ou social que lutasse pela transformação do sistema.

A decadência e o caos nos aeroportos e na segurança pública, em 2007, provocaram uma enorme baixa do turismo, chegando a um percentual de 25% de queda. Os turistas gays de várias nacionalidades garantiram a ocupação nos hotéis. O reveillon e o carnaval no Estado do Rio já estão no calendário internacional de eventos gays e educou a cidade na lucratividade da rota GLS, rivalizando na América do Sul com Buenos Aires. O poder público afirma que o mercado é crescente. Estatisticamente falando os números identificam aumento na economia. Em alguns países, como os EUA, os gays movimentam em torno de US$ 54,1 bilhões por ano, tendo aumento anual de 20% em todo o mundo. Os investimentos futuros tendem a chegar a US$ 1 milhão para os próximos anos. O Brasil também apostou nesse mercado e investiu R$ 30 milhões em todo o País no ano 2003. As cidades brasileiras estão atraídas pelo mercado.
A cidade do Natal está em ótima fase, o momento é oportuno, significativo para a região que está constantemente na mídia em razão da copa de 2014. Todavia, as especulações em torno do Estado são vistas como um salto turístico, e que os olhos do mundo inteiro estão voltados para a cidade que irá assediar alguns jogos da próxima copa do mundo.


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